30 novembro 2015

Com Cunha, Afinal Somos Todos Débeis Mentais




(Texto de Tomás Rezende, ator, diretor de teatro tv e cinema)

Vivemos numa sociedade arcaica, patriarcal e egoica. 
Vivemos tempos de extremo cinismo. 
O Cunha é o nome do personagem neste episódio. O personagem é sempre o mesmo: é um débil mental. 
Precisamos ter um débil mental no poder para poder nos sentir vítimas, para poder culpar alguém e poder omitir nossa responsabilidade em relação a muitas coisas. 
É um terror e é confortável ao mesmo tempo ter o Cunha no poder. Podemos ficar indignados. Podemos sentir que expressando nossa indignação estamos fazendo algo. Alimentamos nosso cinismo neste movimento de indignação que grita e não assume total responsabilidade. 
Cunha uma pessoa arcaica, uma figura que ainda usa a imagem de um Deus vingativo para manipular milhões de pessoas. 
Um homem que manipula a oposição e o governo pois tem informações de ambos os lados. 
Eu posso me indignar com a perversão de um débil mental no poder. Mas no fundo ele é um espelho da minha perversão e incapacidade de assumir responsabilidade pelas minhas escolhas. 
Ele é o espelho de uma sociedade incapaz de assumir responsabilidade. 
Uma sociedade patriarcal que ainda culpa o pai por suas mazelas.




                                                                                                                           Tomás Rezende

29 novembro 2015

Você Tem Generosidade?




É curioso: a noite passada fiquei deitado olhando pro teto e tentando me lembrar qual foi meu primeiro ato de generosidade. Não consegui lembrar. Então resolvi lembrar-me do meu mais recente ato de generosidade. Também não consegui lembrar.
Significaria isto que eu não sou generoso? Que nunca o fui?  Pode ser. Mas pode ser também que a generosidade em mim seja tão normal quanto respirar e por isso não me recordo de quantas vezes respirei no último minuto, por exemplo.
Nós, humanos, nunca fomos santos. Ao contrário, a História da Humanidade está repleta de maldades e perversões. Neste século então...parece que a Babilônia Maldita se tornou o nome do planeta. Campeia o egoísmo, o individualismo,  o “meu pirão primeiro”.
Neste fim de semana continuarei tentando lembrar meus gestos de generosidade, os recentes e os antigos. Convido você que me lê a fazer o mesmo, e juntos sermos sempre mais e mais generosos, mesmo que não consigamos lembrar depois.

26 novembro 2015

Do Terror de Ser Gay

Ser...ou não ser...


Um grande amigo passou boa parte da sua adolescência apavorado, dividido entre ser ou não ser. Ele mesmo se perguntava: - Será que eu sou gay? E se for? O que fazer?
Um pânico que durou anos, afinal ele não era desta nova geração, a Geração Cristal que mal sai às ruas e já sabe tudo sobre a diversidade sexual.
Hoje é tudo bem mais fácil. Um filho de uma grande amiga, aos 15 anos disse a ela: - Mãe, quero ser bissexual. 
Dois anos mais tarde disse: - Decidi, quero ser homossexual.
Assim. Simples, sem escândalos, sem culpas, sem terror.
Ao contrário de outro grande amigo da minha geração, hoje Doutor formado, internacionalmente renomado, que prometia ao Santo que iria de joelhos da Cidade Alta até a Igreja do Bonfim, em Salvador, se ficasse "curado" do desejo que possuía pelos homens. Acho que o santo fez ouvidos moucos, e hoje o culposo de antanho é um assumido e sério senhor gay... e ateu.
Mas se você, jovem ainda tem alguma dúvida sobre a sexualidade e fica em dúvida se é gay ou não, aprenda o que eu ouvi de um desses ninfetos da Geração Cristal:

- Se você achar um desperdício um homem bonito com uma mulher feia...não há cura nem salvação, aproveite, é só alegria: você é gayzão mesmo!

24 novembro 2015

Humor - É Muita Diversidade pro Meu Gosto

                                               

                                                    A pobre menina de rua da Lapa


Ana e Laura são duas amigas cariocas, com muitas afinidades. E claro, como toda a gente há diferenças de opiniões. Laura é dada ao hinduísmo, à meditação e tem uma visão diferente sobre a caridade da que possui Ana. Pois não é que uma noite caminhando pela Lapa boêmia Laura viu uma menina de seus 14 anos passando fome, necessidade, solta na rua. Penalizada resolveu ajuda-la. Ana avisou: - Essa menina usa drogas...essa menina é malandra.
De nada adiantou o aviso ante o espírito caritativo de Laura, que passou a ajudar diariamente a menina, até que culminou por leva-la para morar com ela.
Uma certa feita Laura percebeu a menina mexendo na sua bolsa, mas sua prática de discípula hindu a fez esquecer o fato. E foi planejando as formas de melhorar sempre mais e mais a vida da menina de rua. Comprou roupas, alimentou-a, e já estava se preparando para matriculá-la num colégio particular quando numa manhã ao acordar deu por falta de todos os seus cartões de crédito, talões de cheque, dinheiro...tudo. E a menina desaparecida.
Laura dessa vez não acreditou em Krishna, partiu mesmo pra Delegacia do bairro onde deu queixa. Investigações feitas, mostraram imagens da câmera do banco com a menina sacando dinheiro no caixa eletrônico usando os cartões de Laura.
A alma de Laura, desamparada, foi tomada por profunda decepção com o ser humano, mas o pior, ou melhor, a anedota estava para se completar quando o Dr. Delegado informou solene à Laura:
- A menina que a sra. amparou na sua casa nunca foi uma menina. O nome dele é Douglas!
Ooommmmmmmmmmm

22 novembro 2015

Humor - Vovózinha Esperta. Ela é Quem sabe!





- "O que a senhora bebe?"

- Para uma melhor digestão eu bebo cerveja!
- No caso de perda de apetite eu bebo vinho branco!
- No caso de diminuição da tensão arterial eu bebo vinho tinto!
- No caso de tensão alta
, eu bebo uísque e quando apanho uma constipação, bebo mesmo é cachaça”.
 
- "E quando é que a senhora bebe água?”

- "Eu nunca estive assim tão doente!...” 


21 novembro 2015

Humor - O Jantar de Despedida do Padre





Jantar de despedida, depois de 25 anos de trabalho à frente da paróquia, o padre discursa:

A primeira impressão que tive desta paróquia foi com a primeira confissão que ouvi. A pessoa confessou ter roubado um aparelho de TV, dinheiro dos seus pais, a empresa onde trabalhava, depois, quando eleito para cargo público recebeu propinas das mais diversas licitações,  além de ter aventuras amorosas com as esposas dos amigos e com suas assessoras parlamentares. Também se dedicava ao tráfico de drogas e havia transmitido uma doença venérea à própria irmã. Fiquei assustadíssimo. Com o passar do tempo, entretanto, conheci uma paróquia cheia de gente responsável, com valores, comprometida com sua fé.

 
Atrasado, chegou então o Deputado eleito da região para prestar uma homenagem ao Padre. Pediu desculpas pelo atraso e começou o discurso:
 
Nunca vou esquecer o dia em que o Padre chegou à nossa paróquia. Como poderia? Tive a honra de ser o primeiro a me confessar.
 
Seguiu-se um silêncio assustador.
 
 
MORAL DA HISTÓRIA: Nunca se atrase.
Mas quando se atrasar, fique de boquinha fechada, sim?!

(Colaboração de Antonio José - Portugal)



19 novembro 2015

Festa NAcional da BAbaquice - A NABA, Agora Em Goiás



Deputado do PSDB propõe lei para obrigar entregas mais rápidas de pizzas e sanduíches

o "bonitinho" afinal achou o que propor


Todas as empresas que atuam no ramo de fast-foods em Goiás poderão ser obrigadas a entregar seus alimentos a domicílio em um prazo máximo de 50 minutos. É o que determina projeto de lei apresentado na Assembleia Legislativa pelo deputado Marquinho Palmerston (PSDB), que se encontra em tramitação na Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ).
O deputado apresentou um projeto de lei fixando o prazo máximo de 50 minutos (em dias úteis) e 60 minutos (fins de semana e feriados) para que empresas de fast-food entreguem as pizzas, sanduíches e pratos encomendados pelos seus clientes, por telefone ou internet.
Sem nenhum receio do ridículo, o corajoso parlamentar explica que passou pela experiência de pedir um piti-dog e aguardar 1h40min antes da entrega, o que deixou a sua família no limite da fome.

Obs.: Nem precisei dar pitaco. É piada pronta.

Quando o Juiz Vira Deus





"A 14ª Câmara Cível do tribunal de Justiça do Rio manteve, por unanimidade, a decisão da juíza de primeira instância Andrea Quintella, que condenou Luciana Silva Tamburini a pagar indenização de R$ 5 mil por danos morais ao magistrado João Carlos de Souza Correa. Ele foi parado numa blitz da Lei Seca, em fevereiro de 2011 e se apresentou como juiz. Luciana, que trabalhava como agente da operação, retrucou, dizendo "Você é juiz, mas não é Deus", e recebeu, em seguida, ordem de prisão do juiz por entender que ela o desacatou".
Logo, fico muito feliz por que a Justiça do Rio afinal encontrou Deus que tanto se procura: é o Juiz. Com essa decisão – ainda não referendada em instâncias superiores, mas provavelmente o será – fica claro que a frase “Você é Juiz, mas não é Deus” é um equivocado palavreado. Juiz é Deus sim. Referendado pela 14ª Câmara Cível do TJ do rio de Janeiro. E assunto encerrado, já que ordem de Justiça não é pra ser discutida, e sim acatada.
A vida no balneário carioca está uma delícia, além da quase guerra civil que estamos vivendo a Justiça faz o serviço que levitas, pastores, padres, mulás, babas, sacerdotes de todos os matizes não conseguiram até hoje: determinar Deus.
O caso ocorreu em 2011, quando João Carlos (o confirmado “Deus”) foi parado pela fiscal por dirigir um carro sem placa e estava sem a carteira de motorista. Com todo o respeito, só uma louca seria capaz de pedir carteira de habilitação e querer saber o número da placa do carro de Deus.

Foi castigada, e castigo divino se bem entendo.

18 novembro 2015

Bater em Mulher Virou Hábito no Hôtel de Ville do Balneário


Apesar do calor no balneário, mulheres preferem roupas anitimpacto


Em reino muito distante -  a uma distância quântica do nosso País -  há um lindo balneário onde outrora seu povo era cordato e feliz. Hoje vivem de cacetadas e facadas; navalhadas e armas de fogo,; AKs-47 e granadas; numa quase guerra civil entre eles, matando-se uns aos outros por um nada.
Mas o balneário no dizer de um poeta, apesar de toda  esta violência - e de misteriosos sumiços de bens públicos gigantescos como vigas de metal de 4 toneladas cada -    “continua lindo”.
Mas a violência chegou aos salões do Alcaide do balneário. O Burgomestre, uma gracinha jovem e bem apessoado vive cercado de assessores belos e jovens, que são conhecidos pela população local como “os amiguinhos do play”. E esse guapos mancebos tem por hábito dirigir seu ódio contra as mulheres. Parece - dizem as perversas  línguas da oposição -  que o Burgomestre vibra com os relatos.
Alcaide – E então, porrou ela?
Bonitinho 1 - Porrei. Tava falando demais no  meu ouvido meti-lhe um murro na orelha que é pra burra escutar melhor.
Alcaide – E você, queridinho?
Bonitinho 2 -Ah, eu dei- lhe uns empurrões até encostá-la na parede, aí chutei como a Alemanha na Copa. Sete vezes. Uma delícia. Voou caco de dente até pro quintal do vizinho.
Alcaide. Bom...muito bom.
Bonitinho 1 – Mas o povo está reclamando, falando de uma tal Maria da Penha.. Essa eu ainda não porrei.
Alcaide – O povo não tem que falar nada, o que se passa na sua casa não tem nada a ver com sua conduta pública. Fiquem tranquilos, deixa comigo que eu sei resolver essas coisas.  E agora vamos pro play.  Comprei um jogo novo de playstation e vocês vão adorar jogar comigo: “Males Until The End” é o nome. Saiu agora no Reino do Norte, mas já estou com a  versão mais atualizada: “Talibans On the January River”.
Bonitinho – Só uma perguntinha: afinal o senhor é Alcaide ou Burgomestre?
Alcaide Burgomestre – Sou o que você quiser, gracinha!