17 maio 2016

O Cinismo de Roberto Freire - o Indigente Eleitoral


         Freire nos tempos em que ocuopava cargo de confiança da Ditadura de Médici dirigindo o INCRA em Pernambuco

Assisti a uma tentativa de entrevista do Mídia Ninja com o vergonhoso Deputado Roberto Freire. Digo vergonhoso porque sinto por ele vergonha alheia. Tendo sido nomeado para a administração do INCRA durante a Ditadura de Médici, e contraditoriamente e suspeitosamente comandando o PCB em Pernambuco e com assento no Comitê Nacional, acabou levando o PCB a transformar-se num Partido fisiologista, que aceita deputados em suas fileiras em troca dos benefícios das verbas partidárias, o PPS.
Mas assisti o esforço do repórter do Mídia Ninja de ter uma resposta deste deputado que recentemente foi escorraçado do Aeroporto de Brasília pelo povo revoltado pelo seu oportunismo e traição aos ideais anteriores com que nos enganou durante décadas.
Durante toda a tentativa de entrevista Roberto freire só respondia: “Você votou no Temer”. Tese de baixo nível de discussão política, enganosa, que visa apenas sofismar e enganar o diálogo – quase inexistente – deste Deputado com o eleitorado que lhe cobra estar apoiando o golpe.
Sobre isso faço minhas a palavra de Alexandre de Oliveira Périgo diz ele “ --"Empanadinhos fascistoides com gravíssimos problemas cognitivos não param de matraquear: "eu não votei no Temer, foram os petralhas que colocaram ele de vice".
Confundir as alianças equivocadas do PT que provocaram a escolha de um vice de merda com dar um golpe na presidenta eleita para assim fazer o vice de merda assumir é indigência intelectual que ultrapassa os nove graus na escala Richter.
Essa gente de bem e comedora de feno tem óleo de fritura dentro da caixa craniana - e nenhuma vergonha em desfilar sua ignorância política em público.

O problema maior é nos empurrarem pra dentro de estábulo com eles."

Segue o link do midia Ninja com a tentativa de entrevista, para quem ainda não vu https://www.facebook.com/midiaNINJA/videos/650699181754897/


16 maio 2016

D~e um Tempo ao Seu Tempo



Percebi uma coisa curiosa a meu respeito e talvez a respeito de muitos de nós.
A incapacidade de curtirmos o ócio. O “far niente” como dizem os italianos. De “bundear” como diz a garotada. Há uma ansiedade que nos leva a ter sempre que estar compromissados com algo; sempre cumprindo uma agenda de obrigações e serviços, até mesmo num dia de folga como hoje. Até o lazer passa a ser agendado, do salão de cabeleireiro ao andar de bicicleta das tantas ‘as tantas horas. Preenchemos até mesmo nossas horas de folga com lazeres agendados e que devem ser cumpridos com a mesma rigidez com que cumprimos as agendas de trabalho durante a semana.
Há uma incapacidade nossa de não fazer nada. De ficar em quietude. A modernidade e seus apelos cibernéticos encurtou distancias e tempo, e assim tornamo-nos escravos da possiblidade de sermos onipotentes e oniscientes e onipresentes, sem sermos deuses, apenas humanos, e a tendência assim é a pilha acabar antes do tempo.
Tenho procurado exercícios de quietude e calma, fugindo de querer resolver por antecipação todos os fatos que anda estão começando a se apresentar no dia a dia. Não é fácil.
Comece você também a praticar isso, vai descobrir que há uma parte sua que deseja muito descansar em silêncio e quietude, em paz e harmonia com o Todo.

13 maio 2016

Desde 64 o Mesmo Papo Furado




Em abril de 1964 tinha eu 16 anos, e já era membro do PCdoB. Mas como melhor aluno e liderança fui escolhido no dia 1 de abril para ler a mensagem da Diretora lacerdista do Colégio Estadual Mendes de Moraes na Ilha do Governador elogiando o Golpe. Não esqueço as primeiras palavras do texto até hoje:
“Vive a Nação dias de glória porque souberam unir-se todos os patriotas em defesa do bem comum. Podemos olhar confiantemente o futuro do País pois os negócios públicos não mais serão geridos pela má fé e insensatez...”
Todo o colégio formado, menos Bete Mendes, que tinha 15 anos, era militante como eu, e muito valorosa e pau pau pedra pedra, ela se recusou a formar e ficou num canto chorando de raiva.
Eu, menos emocional pouca coisa, cumpri o estabelecido enquanto organizava a resistência entre os colegas.
Só viemos a ser descobertos em agosto de 64 e eu fui detido, mas como consideraram que eu era quase uma criança me liberaram depois de longo interrogatório.
Detetives do DOPS, Solimar e Boneschi. Os nomes deles a gente nunca esquece.
Como não esqueci o trecho da proclamação golpista escrito pela mal-amada que dirigia o colégio.

E digo que o discurso dos golpistas permanece o mesmo, e o Brasil para eles é só um balcão de negócios e nada muda.

12 maio 2016

Chega de Estresse




A maior parte da responsabilidade pelo nosso estresse diário provém das nossas vãs tentativas de controlar as ações da vida.
Estamos sempre ansiosos tentando nos antecipar ao resultado dos atos que vão se configurando em nossas vidas. Queremos antecipar os resultados. Queremos o controle absoluto a partir da nossa vontade de tudo que se passa à nossa volta. Daí o estresse. Não dianta. Por mais que tenhamos desejos e vontades, os fatos e atos ocorrerão da forma que tiverem que ser, no tempo certo, na medida apropriada.
Podemos sim tomar atitudes que ajudem o desfecho dos fatos que vão surgindo, mas não podemos em última análise “passar o carro na frente dos bois”.
Temos pacientemente que aguardar que as coisas se resolvam, no tempo certo, por mais esforços que façamos.
Tentar avançar no tempo antecipando resultados é que nos causa profundo estresse e que acaba contaminando nosso organismo com cargas negativas de hormônios e humores vários.
Gratidão deve ser nossa postura diária se quisermos fugir do estresse. Gratidão. Agradecer sempre pela vida que temos, buscar sempre bons pensamentos e alegria, pois isso produz em nós serotonina e dopamina, substâncias que fazem bem ao nosso organismo físico, e por consequência ao nosso espírito.

11 maio 2016

Nem Sempre a Maioria é Sábia



massa Nem Sempre a Maioria É Sábia
Hitler tinha o apoio absoluto da maioria do povo alemão


Os regimes políticos sobre os quais se baseia a nossa Sociedade é reflexo exato das nossas crises emocionais, da nossa incapacidade de sermos racionais, e de desejos carnais desesperados por Poder e Ganância.
Certa vez uma atriz francesa me disse que se o povo francês não desejasse a Alemanha jamais ocuparia a França. Ocupou pela omissão do povo. Enquanto patriotas lutavam e resistiam a maioria pensava em trabalhar e ganhar o pão de cada dia, mesmo que o pão tivesse gosto amargo do nazismo.
Nos sistemas políticos o que hoje é verdade e consagração, amanhã é mentira e vergonha. Em 1934 o regime nazista alemão cassou a nacionalidade alemã de Albert Einstein. Isto não mudou nem um átomo nas suas descobertas, na sua busca científica. Vergonha para o governo alemão nazista.
Corroborando o que me disse a amiga francesa, na data de hoje, em 1936 a Alemanha realizou um plebiscito, e 99% dos eleitores aprovaram o regime nazista. O regime nazista não pé fruto de um louco apenas. É fruto da loucura de toda a sociedade alemã da época. A maioria absoluta. O que nos leva a meditar que por ser maioria, certas escolhas nem sempre podem estar certas.
A massa é facilmente manipulável, sobretudo em tempos de crise se “salvadores” acenam a ela com a possibilidade de mais prosperidade e fartura.
A mesma massa que apoiava Mussolini aplaudiu que ele e sua amante fossem linchados e pendurados de cabeça pra baixo até a morte.
E assim seguimos nós, à mercê dos interesses gananciosos de políticos inescrupulosos, servindo de bucha de canhão para manobras políticas que nem imaginamos, mas que estão acontecendo no Brasil e em todo o mundo enquanto lemos este artigo.

08 maio 2016

Não Vivo Para Corresponder à Sua Expectativa




Uma seguidora de meus vídeos irritou-se comigo quando da minha filiação ao PCdoB e escreveu: ”Bemvindo, você é comunista? Que decepção! Vou deixar de lhe seguir! ”, entremeado com bobagens que não vem ao caso.

Com muita polidez escrevi a ela: “Lamento, mas não vivo para corresponder à sua expectativa”.
Todos nós criamos expectativa sobre o próximo, o que é uma ilusão que fatalmente nos levará à decepção, mas decepção sobre um olhar que nós mesmos criamos.

Por exemplo: alguma vez prometi à esta senhora que eu seria, comunista, capitalista,  judeu, cristão, judoca, biscoito, galã, mortadela, jovem, bola de gude ou o que seja?
Apenas postava meus vídeos. Ela que criou a expectativa de como eu deveria ser ideal para ela.

Podemos cobrar expectativa de quem promete e não cumpre, nos decepciona. Aí sim. É o caso por exemplo do Senador Cristovam Buarque, ou da Senadora Martha Suplicy, que depois de anos nos passando promessas e imagens de luta junto ao PT e às forças democráticas e populares bandearam-se para o lado dos golpista e do que há de mais escroto neste País. Aí, quebraram nossas expectativas. Já o senador Romário nos desilude quase nada. Nunca esperamos muito de um atleta que por oportunismo só fazia seus gols parado à porta do gol à espera do passe certo, e que se elegeu sem grandes compromissos populares ou sociais, então se ele vota com o Cão a gente já espera.

Este é o mesmo tipo de cobrança que fazem alguns pais em relação a seus filhos: esperam que ele seja dentista, por exemplo,  e o  rapaz vira filósofo e vai morar num farol abandonado em Santa Catarina. Quem inventou que ele seria dentista foram seus pais, ele jamais prometera isso.

Então, senhora que deixou de me seguir: entendeu, ou tenho que desenhar?


07 maio 2016

Regresso ao PCdoB





Em 1963, ainda adolescente, então com 16 anos , filiei-me ao clandestino Partido Comunista do Brasil.
Tive como amigo inesquecível na minha juventude  o honrado André Grabois, do qual até hoje lembro-me com saudades e orgulho.
Com o golpe de 64 perdemos o contato e por todos estes anos continuei fiel aos meus ideais humanistas.
Indo hoje como convidado do jovem militante Theo Rodrigues a uma reunião   do Comitê de Cultura e Mídia do PCdoB no Rio de Janeiro, entusiasmei-me com as propostas culturais do Partido, e com  o rencontro com velhos camaradas de lutas. A identificação foi imediata e vi-me assinando a ficha de filiação ao Partido..
Deixo o PT onde sempre fui muito bem acolhido, e parto para outra sigla, dentro do mesmo campo de lutas.
Deixo o PT mas não a  minha solidariedade e fraternidade com todos os companheiros de lutas com os quais convivi e que iremos continuar convivendo em nossas jornadas.
Volto assim ao meu primeiro Partido,  onde ganhei e aprendi a consciência social.




06 maio 2016

O Que é Mais Difícil: Fazer Rir, ou Chorar?


Quando rir, ria com toda a sua alma e o mundo brilhará para você.

Fazer rir ou fazer chorar? O que é mais difícil?
Esta é uma pergunta que me fazem sempre. E a considero um equívoco.
O antônimo do Riso não é o Choro. É a Culpa.
É a angústia do castigo no porvir.
É a ameaça poderosa que faço ao meu Próximo, à alma infantil do meu Outro, torturando-o com a ideia de que um castigo medonho, como ele nunca provou — pura fantasia —, pode desabar sobre ele por pecados e transgressões desconhecendo a possibilidade do perdão que pacifica a dor.
Tolher o riso no outro é simples: faço-o mergulhar no mais profundo das suas trevas primais; aceno-lhe com a possibilidade de ter de encarar seus demônios abissais — frutos de seus sentidos eróticos- e a criança que é o outro para de rir, fica séria, está a um passo do choro, da dor, do drama e da tragédia, que não está no próximo mas em si mesmo, e que, por perversão e prazer mórbido, não divide com ninguém, carregando — ou se propondo a carregar — toda a tragédia da Humanidade sobre seus ombros. Aí, chora! O choro é um pedido de perdão aos seus medonhos torturadores internos.
Não há nada lá fora. Tudo está dentro de nós: a culpa, o medo, o choro, a doença e a cura, a alegria e o riso.
O riso é o perdão que cada homem, com sua erótica — vital — humanidade, porta consigo.
Porta da vida.
Porta aberta a si mesmo e ao outro. Assim a pergunta inicial se transforma: “O que é mais difícil? Perdoar ou culpar? Aceitar ou condenar? ”

04 maio 2016

Controlar as Emoções é Tarefa Permanente





O sangue ferve, o coração acelera, os músculos enrijecem...todos os sintomas de um animal sob estresse e pronto para o ataque. Se o cérebro não controlar este fervor sanguíneo teremos uma explosão emocional. É assim que funciona.
Quer seja um aborrecimento na fila do supermercado, quer seja uma discussão na Câmara dos Deputados. Não há esconderijo possível para as emoções humanas.
Da minha parte procuro controlar a raiva, a ira, com humor. Uso sempre de bom humor, um sorriso, uma piada, uma ironia...e isso vai me acalmando as emoções.
Mas estou falando de raiva e ira, mas há também as chamadas emoções “felizes”,  como apaixonar-se perdidamente; como deixar de ser justo em nome de uma paixão;  tripudiar sobre o próximo após uma vitória numa simples partida de buraco...
O coração sente, o cérebro controla. Se não for assim seremos derrotados sempre, em quaisquer instâncias, porque  apenas com emoções somos capazes de nos atirarmos de cabeça contra um muro de concreto ou de saltar de uma altura de vinte andares porque o coração nos diz que podemos voar.
Imaginem - como exemplo - eu que sou ator,  o estrago que posso fazer se não souber controlar as emoções quando represento uma personagem?
Por tudo isso gosto muito da frase bem humorada: “Muita calma nessa hora!”.

02 maio 2016

Amor e Desamor




Tirando os casos patológicos tudo que o ser humano mais deseja não é o dinheiro,nem a fama. É o amor. É ser amado.Ja na primeira infância um seio materno farto,generoso e carinhoso prepara um caminho pacificado para a vida. O contrário já provoca carência, insegurança, desejo não satisfeito e por  consequência  raiva incontrolável que vai refletir-se num caminho ressentido e magoado para o futuro.
Se na puberdade e na adolescência também não se consegue o carinho e amor desejados, com pais ausentes ou frios, está aberta a temporada de ira para
o futuro adulto. Permita Deus que mais tarde encontre uma companhia que lhe dê a certeza de que é amado. Caso contrário todos à sua volta sofrerão com seus ataques de fúria e ódio. Será um péssimo chefe, um péssimo  colega, um péssimo familiar. Uma pessoa com raiva de tudo e de todos. No mais das vezes um homicida involuntário numa explosão de raiva.
Não sabemos com que histórias terríveis do outro estamos lidando quando estamos no trânsito,nas filas, nas ruas,nas festas..portanto ter o amor em si é sempre pronto a distribuí-lo ao próximo é sabia lei  ue nos permite viver em paz neste mundo.