08 dezembro 2015

A Cartinha de Amor do Mordomo do Drácula


Vamos Parar Com Essa Coisa de Fobia Pra Tudo


É gorda, e pronto. Só isso. Tem quem goste, te quem não goste. Simples.

O tal do “politicamente correto” já de há muito encheu o saco. Agora a moda são as "fobias". Se você não come hambúrgueres pode ser acusado de "hamburguerfobia". Uma bobajada só. Fobia é coisa muito além da distinção que fazemos das coisas e pessoas. Fobia é coisa séria, profunda, que exige tratamento e acompanhamento psicanalítico ou psiquiátrico.
Usando o Hoauiss, fobia é “medo exagerado” ou ainda “estado de angústia, impossível de ser dominado, que se traduz por violenta reação de evitamento e que sobrevém de modo relativamente persistente, quando certos objetos, tipos de objeto ou situações se fazem presentes, imaginados ou mencionados ".
Aí eu leio no Portal do R7 sobre a Mulher Vulcão ( http://noticias.r7.com/hora-7/fotos/explodiu-na-web-mulher-vulcao-derrete-coracoes-e-levanta-bandeira-contra-a-gordofobia-18112015#!/foto/1 )  , uma cidadã de Natal – RN, que muito gorda levanta a bandeira contra a “gordofobia”.
Que gordofobia nada. Ela é gorda e pronto. E quem a vê sabe e diz que ela é gorda. Gordofobia nem existe catalogada entre as doenças. Mas -  como eu disse, - a moda agora é taxar qualquer distinção como fobia.
Nascemos com o dom de distinguir. Separar as coisas: isto é vermelho, isto é verde. Isto é molhado, isto é seco. Isto é jiló, isto é, maxixe. E com isso decidimos do que gostamos ou não. Um amigo meu recusou uma relação com um homossexual. Foi taxado de homofóbico. Ah, qual é? Vamos respeitar. Ele não gosta de relações homossexuais, ou talvez, para maior ironia, não gostou DAQUELE homossexual. Talvez um outro... (risos)
Vamos com calma, distinguir, nomear, reconhecer coisas e pessoas não denota aversão ou fobia. Denota escolha.
Nem fobia, nem discriminação persecutória. Fobia é incontrolável, pertence ao terreno do inconsciente, deve ser tratada. Discriminação persecutória como o racismo ou crimes de gêneros é caso de polícia e Justiça.
O resto é a boca do povo usando o termo  “fobia” pra tudo, como no tempo em que para qualquer  comportamento se dizia brincando “Freud explica”, e sabíamos Freud não tinha nada a ver com o fato.

06 dezembro 2015

Meia-Noite, A Hora do Terror




Nas histórias de terror a hora do pesadelo é a meia-noite. Pura lenda. Ainda mais nos dias de hoje, na sociedade urbana, em que à meia-noite as cidades ainda fervilham em seus fazeres e lazeres.
N o meu tempo de criança, às 21 horas uma família se recolhia; às dez da noite já era considerado muito tarde para telefonar para alguém, quanto mais para alguém chegar em casa.
Isso acabou com a modernidade. Mas, por outro lado, há uma Lei de Murphy, uma maldição, uma coincidência...sei lá o que seja que prega peças sempre depois que dá a meia-noite.
Estive observando e percebi, por exemplo, que vaso sanitário só entope depois da meia noite. Você já está se preparando pra dormir quando descobre que o vaso entupiu! Terror!!
A Internet sai do ar logo depois da meia-noite. Você liga para a empresa provedora pois precisa terminar o que estava fazendo e recebe a notícia: só deve voltar depois das seis da manhã.
Outra coisa: dor de dente só começa depois da meia-noite...
Notícia ruim o telefone avisa quase sempre depois da meia-noite.
E seu laptop dá pau sempre depois da meia noite, te levando a dormir tenso pois você já imagina o que vai enfrentar correndo atrás de manutenção e conserto na manhã seguinte.
Bolsas d’agua de gravidez geralmente rompem depois que da meia-noite.
Estas e muitas outras coisinhas só ocorrem depois da meia-noite. Já notaram? Ou é impressão minha? Não sou supersticioso, não alimento superstições. São coisas de almas infantilizadas.
Porque, adulto, só há uma forma de lidar com esses contratempos da madrugada: paciência. Muita paciência. Berrar, espernear, chorar, xingar, não resolve nada. Só nos faz regredir mais ainda. O jeito é muita calma nesta hora. A calma nos trará a pacificação e com ela  a certeza de que tudo se resolverá e que não há um complô contra qualquer um de nós que começa da meia-noite em diante. (Risos.)

05 dezembro 2015

Tragédia de Mariana Revela Nosso Ódio à Mâe Terra


         Minha mulher Dôia,   banhando-se nas cascatas do Rio São Bartolomeu, em Alto Paraíso

O primeiro líquido que conhecemos é o amniótico, quando ainda estamos sendo gestados no ventre materno. Somos gestados na água. Sessenta e cinco  por cento do nosso corpo é água. A humanidade e todos os seres vivos viemos das águas primevas. Toda a vida no Planeta surgiu das águas. As águas do Planeta foram, e são, o grande líquido amniótico da grande mãe Terra que nos trouxe a vida.
E não agradecemos esta dádiva. Não cuidamos, não resguardamos, não respeitamos este presente da Criação. Agimos como se fossemos órfãos, ou melhor: como se nada tivéssemos a ver com as águas, como se elas fossem estranhas a nós, ou nossas inimigas.
A catástrofe de Mariana fez-me pensar sobre como a Terra pode se vingar da maneira como a tratamos. Pois se no lugar do líquido amniótico tivéssemos no ventre materno uma lama tóxica? O que seria de nós? Da vida?
Neste rastro descubro que o Rio São Bartolomeu, que banha Brasília e que tem 200 km de extensão, está secando, está poluído, está morrendo, devido a um processo intensivo de ocupação do solo por atividades agropecuárias, mineradoras, e parcelamentos com a transformação de áreas rurais e zonas urbanas. Estas áreas levaram à perda da vegetação natural e à impermeabilização do solo.
Logo o São Bartolomeu, onde em Alto Paraiso de Goiás, eu e Doia nos banhamos e passamos horas de lazer em suas cascatas. Imaginem uma cidade verde, harmoniosa, no Brasil Central fazendo racionamento de água porque a Natureza não está podendo mais ser generosa como antes.
As águas são, por assim dizer, o princípio feminino da Natureza. Porque todo esse descuido, esse ódio encoberto no trato com este princípio?
Se queremos receber amor temos que dar amor. Se não a Natureza se vinga, os rios secam, os oceanos tornam-se estéreis, a lama tóxica destrói a vida, e a protetora água materna nos será negada e nos levará ao fim.

04 dezembro 2015

Infração no Trânsito? A Culpa É da Dilma


Flagrante no trânsito do Rio hoje: o motorista do caminhão resolve por conta própria ao sair de uma esquina transversal que fazer o balão, como manda a Lei de Trânsito,  é muito trabalhoso, então invade a contra mão, hoje dia 04/12 às 145h30m na Rua Jardim Botânico e cria o caos fechando  a pista. Vejam a sequência já que hoje em dia graças aos smartphones mesmo sem se chamar delcídio você é flagrado:

Invade a pista e para o trânsito...

...aí chega um desses "verdinhos"  que até hoje não sei qual a função exata deles...

...e ajuda o infrator a completar sua infração.


Total falta de respeito, infração, ilegalidade, falta de cidadania, deboche... e a culpa é de quem: De quem? Lógico: da Dilma !!!!!



Mariana, Ou, Como Mal Tratamos o Nosso Planeta






A tragédia de Mariana, um dos maiores desastres contra o povo brasileiro - e chamo de “contra o povo brasileiro” porque creio que chamá-lo de “ecológico” seria um eufemismo. Somos nós mesmos as verdadeiras vítimas deste “descuido” promovido pela maneira relaxada, vingativa mesmo, com que lidamos com a Natureza. Esta Natureza tão generosa quanto um bom seio materno.
Lamentamos e nos escandalizamos que tal, tenha ocorrido. Mas o fazemos muito mais pelas proporções da tragédia que pela compreensão e consciência interior em cada um de nós.
Cada um de nós de alguma forma maltrata e descuida da Terra que nos alimenta e nos abriga. Temos um dever de cuidar dela como se cuida da pessoa mais querida sobre a face do Planeta.
E não percebemos o descuido: jogamos lixo pelas encostas; descuidamos até mesmo do mínimo, lembrando “O Otimismo” de Voltaire:  de regar nossos jardins. Somos omissos nas denúncias diárias contra agressões como o desmatamento; como o envenenamento dos rios, mares e lagoas; omissos no desaparecimento predatório de espécies animais e vegetais; no sangramento diário das entranhas da terra pela ganância das grandes empresas em busca das riquezas em seu ventre...enfim: pagamos um alto preço por nossos atos contra a Natureza. A começar pela mudança do clima, também pelos desastres naturais como inundações, furacões, etc. e mais ainda quando os desastres se dão como agora em Mariana, pelas displicentes mãos humanas, como se estas mãos não tivessem nenhum respeito, e ao contrário,  muita raiva da Natureza.
O Planeta Terra é como um grande condomínio. Cada um de nós é responsável pela sua manutenção, pois é dele que vivemos, é nele que vivemos,  e não conhecemos nenhum outro lar terreno que não seja este. É nossa casa. Mantenhamos ela arrumada, limpa e próspera.

01 dezembro 2015

A Generosidade dos Atores


O ator Mário Lago, exemplo de generosidade



Outro dia  pensei  sobre a generosidade, e continuei então a meditar sobre o assunto. Daí, hoje a  reflexão sobre a generosidade repousou o olhar sobre nós, os atores. N verdade, não só os atores, mas todos os ambientes de trabalho.

A profissão de ator é generosa por essência. Os atores são generosos pela natureza do nosso próprio trabalho: consolamos por alguns momentos os espectadores quer levando-os a refletir e identificarem-se com as histórias que representamos, quer divertindo-as e fazendo-as esquecer por um tempo as dores do Mundo.

A profissão é generosa, e se a maioria dos colegas escolhe esta profissão o faz porque neles já está intrínseca a generosidade. Mas, como em qualquer trabalho, alguns colegas nem sempre são generosos. Creio que sem generosidade ninguém, em qualquer profissão, e na vida, chega a lugar algum. Pode até por um tempo deter o Poder, mas um simples soprar do vento o esfumaça.

Há várias formas do colega ser egoísta e pouco generoso em cena. Uma delas é representando cada vez mais ao fundo do palco, o que obriga o seu interlocutor a virar-se de costas para o público para dialogar com ele. É um truque velho, de vedetes antigas, mas que usam até hoje.  Outros dão o tom errado – mais baixo, mais alto... -  nas falas em resposta, o que obriga o outro  a malabarismos de harmonia para acertar a melodia e o andamento do texto. Há  ainda aqueles que sequer olham em teus olhos quando dialogam contigo, justo quando sabem que a arte de representar é um jogo de olho no olho do colega. Há sim, os que fazem isso, e muito mais.   Usam de mil artimanhas, incapazes de doar ao colega o apoio tão necessário em cena. São poucos, mas os há. Creio que como em todas as profissões.
Mas são perdedores, porque afundam-se na solidão do seu ego e da sua mesquinhez, desconhecem o prazer do amor que a generosidade traz consigo.